"Estou participado da Feira de Indústria, Comércio Arte e Cultura de Marabá-Pa. Esta é a segunda vez, neste ano, que venho no Município. Por aqui todo mundo fala a mesma coisa: estão se instalando grandes indústrias de mineração em Marabá que vão mudar a cara do município.

É a mesma notícia que assisto todos os dias no meu Ceará. Grandes empreendimentos estão se instalando, siderúrgicas, portos, resorts, enfim.

É tudo grande, tão grande que nos deixa assustado. O susto é na incerteza da resposta: o que acontecerá com os pequenos, com a microeconomia, com os trabalhadores da economia popular e solidária. Esses mega-empreendimentos são uma ameaça ou oportunidade?

Tenho sido convidado, com muito prazer, para debater esse novo momento de Marabá.

Existe um temor  destes empreendimentos gigantesco se apropriarem da economia do município, crescerem ainda mais, um belo dia irem embora e levarem toda riqueza consigo. Alguém já viu esse filme?

Tem uma coisa muita boa acontecendo aqui, o poder publico local, a federação de indústria, a associação do comercio, as universidades, o movimento popular, têm discutido como organizar as pequenas empresas, como estabelecer uma relação de negócios entre os grandes empreendimentos e a economia popular, de forma que os moradores não sejam visto apenas como mão-de-obra para os grandes empreendimentos. Tenho contribuído neste debate colocando nossa experiência de bancos comunitários como fomentador das economias locais e mostrando na economia solidaria uma alternativa forte nesse processo.

Ontem, tive o enorme prazer de compor a mesa com Luís Nassif, é um formador de opinião que compartilha com nosso pensamento."

                                                                                                      – Joaquim Melo
 


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